Imagem do Paulo Cesar falando sobre a Petrobras

PETROBRÁS: Somos todos reféns!

Somos reféns da Petrobrás! Nosso País é hoje autossuficiente na produção de petróleo, mas não é autossuficiente na produção de combustíveis, como a gasolina e o diesel. Isso porque não temos refinarias de petróleo suficientes para beneficiar o petróleo.

Isso é algo inimaginável, quando se ouve a notícia que a Petrobrás teve lucro recorde de 106,6 bilhões de reais, no último ano de 2021, e não se ouve falar que a empresa está estaria investindo, pesado, para a ampliação da capacidade das refinarias de petróleo já existente e construção de novas refinarias, por todo o País.

Por que a empresa não investe na construção de refinarias de petróleo? A quem interessa que fiquemos reféns de outros países, importando gasolina e óleo diesel, quando poderíamos estar produzindo os nossos próprios combustíveis e, ainda, exportá-los?

Se a Petrobrás não consegue responder essas questões, não adianta trocar o presidente da empresa, pois o problema persistirá.

A gigante empresa brasileira é uma espécie de Branca de Neve, só que sem príncipe para beijá-la. Quando finalmente acordar, se é que seja esta a sua intenção, a matriz energética em todo o restante do planeta não será mais o petróleo, vez que todo planeta busca novas fontes limpas de energia.

Se isso acontecer, de nada adiantará termo uma empresa de petróleo como a Petrobrás, pois assumiremos o papel de vilões do planeta.

Acorda Petrobrás, acordem brasileiros, senão iremos perder o time!

Bomba de combustíveis ao lado de cana de açúcar.

GASOLINA CARA: Devemos retomar o programa Proálcool !

A escalada vertiginosa do preço da gasolina e demais combustíveis, trouxe novamente à tona a discussão sobre a necessidade, urgente, de focarmos em novas matrizes energéticas. O novo programa Proálcool pode ser a solução.

Palavra pró-álcool

Um novo programa Proálcool como solução ao preço da gasolina

Para reverter esse quadro, precisamos retomar o programa Proálcool, reduzindo assim a dependência brasileira dos combustíveis fósseis, sem prejuízo de avançarmos em outras matrizes energéticas limpas e renováveis, como os automóveis elétricos.

Para retomada do programa Proálcool, devemos promover as seguintes medidas:

  • Facilitação de crédito ao produtor rural, com juros baixos, que deseje vender a sua produção exclusivamente para a fabricação de etanol;
  • Subsídios e incentivos fiscais aos produtores de cana-de-açúcar, que produzam exclusivamente para fabricação do etanol;
  • Subsídios e incentivos fiscais para a instalação de novas usinas de beneficiamento do etanol;
  • Criação de empresa pública, de economia mista, para beneficiamento da cana-de-açúcar para a produção de etanol, que cuidará desde a produção da cana até o seu processamento na usina e a venda aos postos de combustíveis. Isso, caso não haja engajamento suficiente da cadeia produtiva do etanol.

A história do programa Proálcool no Brasil

No ano de 1975 surgia no Brasil o programa Proálcool, impulsionado por uma crise do petróleo mundial, como a que vivenciamos hoje. Com ele vieram subsídios do governo com vistas a impulsionar a produção de cana-de-açúcar, para a produção de álcool hidratado (etanol), além dos incentivos fiscais para produção de automóveis movidos com tal combustível.

O sucesso do programa foi tão grande que no ano de 1983 os automóveis mais vendidos eram aqueles movidos a etanol, tendo o seu ápice no ano de 1991, quando 60% dos automóveis nacionais eram movidos, exclusivamente, a etanol.

A partir daí ocorreram alguns contratempos no programa, como a queda na produção de cana-de-açúcar para fins de produção do álcool hidratado (etanol), impulsionado pela elevação do preço mundial do açúcar.

Ou seja, passou a ser bem mais vantajoso produzir açúcar do que álcool e o programa iniciou o seu declive, causando uma insegurança no consumidor que não sabia se teria combustível na bomba (etanol), para abastecer o seu automóvel, tampouco, se o valor desse combustível seria atrativo, vez que, para tanto, não poder ultrapassar a casa de 70% do valor da gasolina.

A partir do ano de 2003, parte do problema começou a ser equacionado, com o início da produção no Brasil de motores Flex, que podem rodar com gasolina, etanol ou, ainda, qualquer proporção da mistura de ambos os combustíveis, acalmando o temor do consumidor quanto a aquisição de um veículo movido exclusivamente a etanol.

Mesmo assim o gargalo do programa permaneceu, por conta da queda na produção da cana-de-açúcar para fins de produção de etanol e a falta de usinas que pudessem beneficiar o álcool hidratado, indo na contramão da disparada na moagem da cana-de-açúcar.

Assim, o programa iniciou uma queda vertiginosa, não despertando atenção dos governos que se sucederam, talvez por terem mudado o foco novamente para a matriz energética, frise-se, ultrapassada, do petróleo e a falsa promessa de do pré-sal.

Nosso País é hoje autossuficiente na produção de petróleo, mas não é autossuficiente na produção de combustíveis, como a gasolina e o diesel. Isso porque não temos refinarias de petróleo suficientes para beneficiar o petróleo.

Isso é algo inimaginável, quando se ouve a notícia que a Petrobrás teve lucro recorde de 106,6 bilhões de reais, no último ano de 2021. Por que a empresa não investe na construção de refinarias de petróleo? A quem interessa que fiquemos reféns de outros países, importando gasolina e óleo diesel, quando poderíamos estar produzindo os nossos próprios combustíveis e, ainda, exportá-los?